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Semana do Brasil 2020: Semana do Brasil: novo projeto para estimular o consumo no país – ACISB

A recessão econômica pela qual o país passa nos últimos anos continua forte. Para tentar enfrentar o problema, o governo federal lançou o projeto Semana do Brasil. A ideia é estimular o consumo e o turismo na semana das comemorações da independência.Essa ação de marketing procura melhorar a imagem do país internamente e também no…

A recessão econômica pela qual o país passa nos últimos anos continua forte. Para tentar enfrentar o problema, o governo federal lançou o projeto Semana do Brasil. A ideia é estimular o consumo e o turismo na semana das comemorações da independência.

Essa ação de marketing procura melhorar a imagem do país internamente e também no exterior. A Semana do Brasil, inspirada na Black Friday dos Estados Unidos, visa unir patriotismo, comemorações cívicas e descontos em produtos e serviços.

Depois dos avanços que teve a aprovação da Reforma da Previdência, esse é mais um sopro de ânimo para varejistas e para o terceiro setor. Continue acompanhando esta publicação e saiba mais a respeito da iniciativa que acontecerá de 6 a 15 de setembro de 2019.

Incentivo ao consumo aliado a datas comemorativas

Inspiração na Black Friday dos Estados Unidos

Semana do Brasil e a Black Friday
Dia das mães, dia das crianças, dia dos pais, Páscoa, Natal e dia dos namorados são passagens comemorativas em que se convencionou a obrigação social de dar ou trocar presentes. Não é por mero acaso que esses momentos do ano se tornaram os principais impulsionadores de compras no Brasil e no mundo.

O dia dos namorados é um excelente exemplo disso. A criação dele, inclusive, explica as razões de comemorarmos a data em 12 de junho, enquanto em outros países isso ocorre em 14 de fevereiro, dia da São Valentino (Valentine’s Day).

Tendo em vista que o santo não é muito popular por aqui, o publicitário João Dória, pai do atual e homônimo governador de São Paulo, resolveu unir o útil ao vantajoso. Durante o ano de 1948, ele lançou campanhas publicitárias com a criação do dia dos namorados brasileiro.

O objetivo era aumentar as vendas de uma loja de roupas que queria continuar com o ritmo de vendas de maio, decorrente dos festejos de dia das mães. Uma das propagandas dizia: “amor com amor se paga” e estimulava a troca de presentes. A moda pegou e a data se formalizou.

Com a Semana do Brasil, o princípio é basicamente o mesmo. Tendo em vista que o mês de setembro é considerado fraco para o comércio, a ideia é estender as comemorações do 7 de setembro.

Normalmente marcada pela decoração nas cores da bandeira e por desfiles cívico-militares, a semana da pátria é a principal comemoração do mês de setembro. Mas até então não era vista como uma data comercial.

No feriado do dia 7, se comemora a assinatura da independência do país pelo príncipe regente da coroa portuguesa no Brasil, Dom Pedro I, que veio a se tornar o primeiro imperador do país independente. Com a proposta da Semana do Brasil, essa realidade pode mudar.

A inspiração para a Semana do Brasil veio da Black Friday, criada pelas mesmas razões comerciais nos Estados Unidos. A “sexta-feira negra” consiste em um dia de descontos mais generosos, com liquidações que ocorrem após a quinta-feira do feriado de Ação de Graças, sempre na última semana de novembro.

A propósito, a Black Friday também se estabeleceu nos últimos anos no Brasil também. As primeiras iniciativas foram em lojas virtuais de redes que tinham sede nos Estados Unidos. Mas a competitividade do mercado fez com que as demais lojas virtuais e físicas aderissem à promoção também.

A Black Friday estadunidense é maior que a brasileira e com descontos realmente relevantes. Tanto que costuma gerar cenas inacreditáveis de dezenas de pessoas correndo, se empurrando e dando cotoveladas para pegar os produtos nas prateleiras por primeiro.

Será que a Semana no Brasil terá a mesma força comercial?

Adesão das empresas à Semana do Brasil

A proposta do governo federal via SECOM (Secretaria Especial de Comunicação Social) é estimular o comércio a dar mais descontos na Semana do Brasil. Já foram iniciadas tratativas com diversas entidades que representam lojistas e o setor hoteleiro.

Esse projeto foi apresentado no último dia 16 de agosto, em uma reunião no Palácio da Alvorada. Depois de 8 meses, finalmente a equipe de publicidade vai redirecionar seus esforços para iniciativas práticas ao invés de focar somente na promoção do novo governo.

Somente o merchandising do governo no Programa do Ratinho, a título de exemplo, fez os brasileiros desembolsaram R$ 268.500. Segundo valores que foram obtidos via Lei de Acesso à Informação, o valor bruto de publicidade a favor da reforma da previdência e do governo Bolsonaro retirou R$ 6,5 milhões dos cofres públicos.

O desfile de 7 de setembro que tradicionalmente acontece em Brasília também terá maiores investimentos. Ano passado, o custo ficou na faixa dos R$ 817 mil. A previsão para este ano é de nada menos que R$ 1,2 milhões.

A ideia é, com isso, ampliar a adesão à Semana do Brasil e realizar comemorações nos moldes do que acontece nos Estados Unidos novamente. Lá, a independência é celebrada em 4 de julho.

No mês passado, o presidente Bolsonaro esteve nas comemorações estadunidenses presencialmente. Junto com ele, estavam integrantes da SECOM para observar e obter inspiração.

Todas elas já firmaram o compromisso de oferecer benefícios para seus consumidores ao longo da Semana no Brasil. A FEBRABAN, por exemplo, garantirá descontos para quem está endividado com alguns bancos e quem quiser negociar o débito com taxas um pouco mais baixas, assim regularizar as dívidas no SPC e Serasa.

Vantagens para o turismo brasileiro

A isenção de visto que já foi concedida pelo governo para turistas de quatro países – Estados Unidos, Canadá, Austrália e Japão – será usada para promover o turismo na Semana do Brasil. O Ministério do Turismo e a EMBRATUR estão preparando uma campanha publicitária para rodar no exterior, em especial nos Estados Unidos.

De acordo com o ministro do Turismo do atual governo, Marcelo Álvaro Antônio, é preciso divulgar que não é mais necessário ter visto para entrar no Brasil. Ele afirma que até então esse foi somente um ato, mas precisa ser transformado em campanha para atrair visitantes.

Por enquanto, o projeto de divulgação incluir em torno de R$ 3 milhões em mídia nos aeroportos estadunidenses e na internet. O slogan será Brazil, visit and love us, ou seja, ‘Brasil, visite e nos ame’. Pelo menos 3…

Fonte: https://www.acisbsbo.com.br/noticias/semana-do-brasil-novo-projeto-para-estimular-o-consumo-no-pais/

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